sábado, 2 de outubro de 2010

Desastres naturais: BID aponta riscos econômicos




Análise do Banco Interamericano de Desenvolvimento apresenta custos de 17 países, numa série histórica desde 1940 a 2009, e exemplifica potenciais cenários sobre a capacidade destes para enfrentar inundações e terremotos o custo é alto para os países da América Latina e Caribe quando se trata do risco econômico diante dos desastres naturais (inundações, terremotos e tempestades). Essa é a conclusão do relatório Indicators of Disaster Risk and Risk Management, divulgado nesta semana, pelo BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento.
O documento analisa a situação de 17 países e revela que entre 1940 e 1949, as perdas foram de U$ 729 milhões, enquanto que de 2000 a 2009, esse valor foi de U$ 34,3 bilhões. A análise detecta que isso demonstra a dificuldade administrativa para se lidar com essas situações, o que precisa ser revisto por essas nações. Os países analisados foram Argentina, Barbados, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Equador, Guatemala, Honduras, Jamaica, México, Nicaragua, Panamá, Peru, República Dominicana, Trinidad e Tobago.
De acordo com o IDD - Índice de Déficit de Desastres, que mede a capacidade de pagamentos do país para recuperar perdas econômicas, os piores resultados ocorrem com oito deles. Os lanterninhas são Honduras (7), Barbados (3,15) e Nicaraguá (3,14), numa escala em que o índice acima de 1 demonstra que os custos econômicos excedem essa capacidade.
Quanto a avaliação trata do IVP - Índice de Vulnerabilidade Prevalente (que mede a fragilidade e a exposição da atividade humana e econômica em áreas sujeitas a desastre e a capacidade humana e social de absorver os impactos), as piores performances são de Nicarágua e Honduras, entre outros sete países.
Além do aspecto financeiro, também são consideradas as perdas humanas. Esse levantamento ocorre desde 2005, com apoio financeiro do Fundo Fiduciário Multidoadores de Prevenção de Desastres do BID e o Fundo Especial do Japão, e tem o propósito de auxiliar a formulação de políticas públicas nesta área. Em cenários hipotéticos, se o Peru, por exemplo, fosse atingido por um terremoto similar ao que o Chile sofreu em 2010, poderia sofrer perdas econômicas na faixa de de até US$ 15,8 bilhões.
A atual edição do documento será detalhadada, entre 4 e 7 de outubro, na 9ª Reunião Consultiva do Global Facility for Disaster Reduction and Recovery, que será realizada pela instituição.
*BID – Indicadores de Desastres Naturais

FONTE: Planeta Sustentável